A saudade não precisa que algo tenha sido bom para existir. A saudade só precisa de um lembrete. Um perfume em terceiros, uma música ruim ou até mesmo um bilhete na geladeira para os saudosos mais desatentos.
Aquele par de sandálias erradas, ali, como se estivessem jogando a realidade na cara. Como se dissessem que rastros são inevitáveis e que a felicidade vai, mas seus objetos ficam. Ali um pé direito errado, azul quarenta e dois. Uma prova de você para que ninguém me convença que não houve.
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