domingo, 7 de fevereiro de 2010

Uma tarde azul

Enquanto mil e uma informações correm pelos cabeamentos, lá fora ainda existe. Perseguem-se uns aos outros dentro da rede infinita e lê-se aventuras e inutilidades de quem às vezes nem sabe quem. Indo no sentido da água corrente descobre-se que o mundo é pequeno, descobrem-se semelhanças, percebe-se os outros de forma duvidosa e formam-se laços quase desejáveis. Horas e horas sem notar. Alguns muitos gigabytes são trocados como figurinhas. Enquanto isso lá fora ainda há, por entre a fresta da janela que não se abre muito para não refletir luz no cristal, as coisas palpáveis ou não palpáveis mas que de qualquer forma não chegam por troca de dados. Há lá fora aquelas coisas que são bonitas e já manjadas pelos poetas como os pássaros cantando e as nuvens passeando pelo céu da tarde azul. Já é tarde e foi-se a tarde que não vi.

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