Um nome escrito num documento demorado e então a vida dá cambalhotas. Daí vem a decisão obrigatória de deixar toda aquela memória doce guardada no vão de uma despedida singela. O texto de homenagem não consegue ser bem articulado nem tão pouco coerente com o tamanho da alegria dolorida. E mesmo agora as frases são justapostas de forma quase aleatória representando lindamente a confusão dos sentimentos todos. As palavras são úmidas assim como os rostos ruborizados e o abraço apertado que não foi dado durante todo o tempo de convivência diária como se tivesse sido guardado só para que a raridade lhe atribuísse mais calor. Tudo úmido, salgado e difícil de aceitar. E ainda assim não conseguiu ter sabor de tristeza. Foi uma despedida satisfeita e feliz, doída a ponto de corroer o coração, mas ainda assim feliz. Atribuo ao meu amor pelas grandes e pequenas pessoas envolvidas nisso tudo a culpa por eu ter sentido a felicidade mais difícil da minha vida. Em setembro de 2010 descobri que felicidade pode doer e que amor tem mais formas do que eu podia imaginar. Até logo e obrigada por tudo, meus amigos!
Nenhum comentário:
Postar um comentário